
A doença arterial periférica (DAP) acontece quando as artérias das pernas ficam estreitas ou obstruídas. A causa mais comum é a aterosclerose, o acúmulo progressivo de placas de gordura nas paredes dos vasos. Com menos sangue chegando aos músculos, a perna reclama, principalmente durante o esforço.
Estima-se que cerca de 10,5% da população tenha DAP, mas apenas uma pequena parte, em torno de 9%, apresenta os sintomas clássicos. Por isso, muita gente convive com a doença sem saber.
Sintomas
- Claudicação intermitente: dor ou cansaço nas pernas ao caminhar que melhora com o repouso. É o sinal mais característico.
- Dor na perna mesmo em repouso, em fases mais avançadas.
- Pele fria, diminuição dos pelos nas pernas.
- Feridas nos pés ou nas pernas que demoram a cicatrizar.
Quem tem mais risco
- Fumantes.
- Pessoas com diabetes: cerca de 14,6% dos pacientes com diabetes tipo 2 apresentam DAP.
- Pessoas com hipertensão e colesterol alto.
- Sedentários.
- Idosos: a prevalência fica entre 10% e 25% após os 55 anos.
Como é feito o diagnóstico
A avaliação começa com a consulta com o especialista e inclui o índice tornozelo-braquial (ITB), exame simples e sem dor que compara a pressão no tornozelo com a do braço. Valores abaixo de 0,9 indicam redução do fluxo de sangue. O eco Doppler complementa a investigação e mostra onde está a obstrução.
Tratamento
O tratamento clínico inclui parar de fumar, praticar exercício orientado e controlar pressão, colesterol e glicemia. Em casos avançados, pode ser necessário um procedimento, como angioplastia com stent ou cirurgia de revascularização.
Se você sente dor nas pernas ao caminhar, procure um angiologista. O diagnóstico precoce protege a circulação e a saúde dos pés.
Fontes
Conteúdo informativo. Não substitui consulta médica.